O maior desafio de se conviver com as diferenças é interagir com as situações cotidianas que envolvem pessoas pertencentes a grupos minoritários. Desde o beijo de namoradas no metrô até um colega de classe negro que entrou na faculdade pública, não só, mas principalmente em virtude das políticas de cotas.
É mais confortável navegarmos pelo conhecido, por caminhos que espelham nossa realidade, sentir os cheiros familiares, visualizar cores, gestos e padrões habituais. Sair da nossa zona de conforto para encarar novas possibilidades, vai além de uma simples estranheza, requer quebrar crenças, dialogar muitas vezes com aspectos que nos causam repulsa.
Além das leis e das políticas de inclusão social, é necessário por parte das autoridades incentivar através de programas educacionais e propaganda de massa a reflexão da população sobre as particularidades dos grupos minoritários. O preconceito só é superadoo com esclarecimento.
Mas enquanto esses procedimento não são adotados, procure saber mais sobre um indivíduo ou sobre uma determinada situação que lhe causa desconforto. Provavelmente dessa investigação não sairá uma grande amizade, mas com certeza o incomodo vai diminuir bastante.