Prática chinesa não tem contraindicação e pode ser opção de atividade fÃsica também para idosos e pessoas com doenças crônicas
Lian: treinar, exercitar.
Gong: refinar, aperfeiçoar. Lian Gong.
A prática corporal chinesa nasceu na década de 70 pelas mãos do médico ortopedista Zhuang Yuan Ming, que a criou para prevenir e tratar dores no corpo. Era nessa época que grande parte da população chinesa deixava o campo para ocupar postos de trabalhos nas fábricas. Os operários começaram a apresentar quadros de dor, eram tratados, melhoravam, mas após um tempo retornavam com as mesmas queixas. Diante do desafio, o especialista associou seus conhecimentos de Medicina Tradicional Chinesa, artes marciais, massagem e da própria cultura de seu paÃs para desenvolver a sequência de exercÃcios adotada atualmente por aqui e também pelos Estados Unidos, Canadá, Indonésia e Japão.
O Lian Gong ultrapassa o tema da dor para alcançar resultados como a melhoria da qualidade do sono, da mobilidade, maior disposição para execução das tarefas diárias, redução do uso de medicamentos, maior socialização, aumento da flexibilidade, da força, do equilÃbrio e das capacidades motoras, além do ganho de tônus muscular.
Para isso, é recomendável a frequência mÃnima de duas vezes por semana, embora a periodicidade idealizada seja a diária. Como o padrão é internacional – não importa o local, os exercÃcios são exatamente os mesmos – os adeptos contam com registros visuais para auxiliar na prática em casa, no caso de alunos mais experientes.
Um outro ponto favorável é que nenhuma estrutura e equipamento são necessários, basta um lugar plano e roupas confortáveis para que uma aula de Lian Gong possa ser concretizada. A única restrição é para grávidas até o quarto mês e que estejam na primeira gestação. "Os movimentos são lentos e não tem impacto, não existe risco de lesão", explica Maristela Botelho, que é psicóloga, presidente do Instituto Mineiro de Tai Chi e Cultura Oriental, membro do conselho consultivo da Shangai Municipal Lian Gong Shi Ba Fa Asssociation (China) e professora de Lian Gong. "É lento, mas não é fraco", salienta ela.
Por esses motivos, idosos e pessoas com doenças crônicas como os hipertensos e diabéticos também podem se movimentar tranquilamente e com segurança.



Fonte: sites.uai.com.br