A tristeza, o mau humor, a irritabilidade e o cansaço têm muito a ver com a alimentação do dia a dia.
Alimentos pobres em nutrientes próprios para o cérebro comprometem o funcionamento do sistema nervoso e, por consequência, influenciam no humor.
Por que não abastecer a geladeira e a despensa com alimentos que saciam a fome e estimulam a alegria e o bem-estar? A nutricionista Suelen Kadamuro explica que não se pode começar uma dieta muito restritiva, quando há um histórico de longo prazo de consumo de alimentos pouco saudáveis.
"Se tirar o chocolate de uma pessoa, de uma vez, ela enlouquece. Por isso, liberamos um bombom para deixá-la mais calma", exemplifica.
O abacate é outro alimento que ela inclui no cardápio. "Não ficar com fome é muito importante. A fome deixa a pessoa mal humorada", lembra. Castanha-do-pará também proporciona uma sensação de saciedade. "A castanha é rica em selênio, melhora a memória e, por exigir mastigação, a sensação de saciedade é maior".
O fígado é um órgão ligado diretamente ao humor, responsável por mais de cinco mil funções mantenedoras da vida. Produz a maioria das proteínas que o corpo precisa e faz a ‘faxina’ para remover as substâncias prejudiciais ao organismo.
Tem ainda a função de metabolizar todos os alimentos, mas apesar de tanta competência não consegue eliminar a gordura trans presente nas margarinas, salgadinhos, frituras e outros alimentos pobres em nutrientes.
Uma dieta rica em fibras e vegetais verde-escuros, segundo Suelen, ajuda a eliminar esses excessos, numa ação desintoxicante.
A combinação de sucos com vegetais – laranja ou abacaxi com couve, salsão e manjericão, por exemplo, ou outras bem aceitas pelo paladar - fazem parte das mudanças indicadas por ela aos pacientes. Tirar o arroz com feijão do cardápio é um erro alimentar.
O arroz é rico em potássio, ferro, fósforo, niacina, fibras, silício e é livre de colesterol. O feijão é rico em ferro, fibras, vitaminas do complexo B, proteínas, zinco, minerais, entre outros nutrientes.
Sem essa dupla, a pessoa costuma se sentir ‘fraca’. Uma pesquisa recente mostra que quanto menor a renda salarial, maior o consumo do tradicional arroz e feijão.
Saborosos, nutritivos e fontes de alegria e bem-estar
Banana: carboidrato rico em aminoácido triptofano. Cada 100g da banana contém em média 18mg de triptofano.
Abacate: fruta rica em ácido fólico, vitamina B3 (niacinamida) e potássio. O abacate também tem mais proteínas que qualquer outra fruta, e possui ainda quantidades úteis de ferro, magnésio e vitaminas C, E e B6.
Mel: fonte de triptofano, com ação calmante que induz a uma sensação de bem- estar, melhorando a função da serotonina no cérebro. O mel
Nozes: oleaginosas ricas em vitamina B1 (tiamina), que ajuda a converter glicose em energia. Também imita a acetilcolina, neurotransmissor que possui um papel nas funções cerebrais relacionadas à memória e à cognição.
Tofu: queijo à base de soja, com muitos nutrientes. O tofu tem o dobro de proteínas do feijão e 45% menos calorias que o queijo minas. Rico em magnésio mineral, que regula o metabolismo cerebral, ajuda a metabolizar alguns aminoácidos. A deficiência de magnésio gera fadiga.
Ômega 3: os peixes de água fria (salmão, atum, cavalinha) são considerados excelentes fontes. O consumo melhora o humor
Gérmen de trigo: é a parte mais nobre do trigo, que quando é refinado perde esta propriedade. É uma excelente fonte de todo aporte vitamínico do complexo B, atuando como calmante natural e diminuindo a irritabilidade.
Canela: rica em polifenóis e antioxidantes, esta especiaria melhora a atividade da insulina, ajuda a estabilizar os níveis de açúcar no sangue e reduz a compulsão por carboidratos e doces.
Chá verde: antioxidante que ataca os radicais livres das células cerebrais, mantendo a sua atividade neuroprotetora, diminuindo a probabilidade de inflamação cerebral e favorecendo a sensação de bem-estar.
Brócolis: rico em ácido fólico, importante na liberação da serotonina (neurotransmissor relacionado ao humor), renova as células. Essencial para as gestantes.
Espinafre: ricos em magnésio, atua na produção de energia, potássio, vitaminas A, B e C.
Café, fast food, pular refeições e consumir muito sal e álcool? Melhor não
Açúcar refinado - exige demais do pâncreas, quando a glicose explode no sangue e o cérebro fica anestesiado, comprometendo a vitalidade e a imunidade.
Álcool - sobrecarrega o fígado e acaba com o sistema nervoso.
Sal - o excesso exige muito do coração e dos rins. Troque o excesso de sal por ervas que tornam os pratos muito mais exóticos e saudáveis.
Cafeína - presente no café, nos refrigerantes tipo cola, no chá inglês e no chocolate, dispara a produção de hormônios como a adrenalina, o que aumenta a agitação interna e a ansiedade.
Pular refeições - não é uma boa prática para ninguém, menos ainda para os ansiosos e desvitalizados. O pico é a hipoglicemia e o inevitável mau humor. E, quando a fome chegar, não haverá bom senso para uma boa seleção dos alimentos.
Fast food - alimento barato e vazio, rico em gordura e carboidratos. Está provado que ajuda a desencadear obesidade, diabetes, ansiedade e depressão.
Café – é outro alimento que faz mal ao cérebro, quando consumido em excesso, pois gera um superestimulação dos nervos e cria um aumento de energia nervosa que pode ocasionar em um alto nível de irritabilidade.
Boas fontes de nutrientes
Vitaminas B – presentes no abacate, laticínios, banana, beterraba, peixe e peru.
Vitamina C – encontrada no brócolis, laranjas, batatas e morangos.
Vitamina E – presente nas amêndoas, nozes, óleo de milho e na soja.
Vitamina A - encontrada em alimentos de origem animal e vegetais folhosos verde-escuros.
Betacaroteno – encontrado na cenoura, abóbora, batatas doces e melão.
Ácido fólico – presente no feijão, frutas, vegetais de folha verde, lentilhas e cereais de trigo.
Zinco – encontrado na aveia, farelos, amendoins, sementes de girassol e grãos de trigo.
Selênio – encontrado no repolho, aipo, pepinos, cogumelos, cebolas e nozes brasileiras.
Magnésio – presente na amêndoa, abacate, cenoura, citrino e nas sementes de sésamo.
Por Josi Costa
Fonte: odiario.com