Muitos estudos têm visado à relação entre saúde óssea, exercÃcio fÃsico e o uso de medicamentos para tratamento de osteoporose. Foi demonstrado que a maioria dos medicamentos utilizados no tratamento de osteoporose age na redução da ação de reabsorção do tecido ósseo e não na formação de tecido ósseo.
A melhora na densidade mineral óssea produzida com medicamento e com exercÃcio fÃsicos é praticamente a mesma, o que muda então? Porque indicar a atividade fÃsica ao invés de usar o medicamento já que ambos promovem a mesma melhora na densidade mineral óssea? A atividade fÃsica, apesar de promover a mesma melhora na densidade óssea, promove aumento de força óssea contra a fratura maior que o medicamento. Isto é, com o exercÃcio fÃsico a quantidade de força necessária para promover a fratura do osso é muito maior do que se utilizando o medicamento. Isto provavelmente ocorre porque a força mecânica decorrente do exercÃcio fÃsico estimula formação óssea de maneira mais apropriada, mais distribuÃda e com melhor arquitetura. Na figura abaixo podemos observar a comparação entre a perna exercitada (coluna branca) e a não exercitada (coluna com riscos). Embora a perna exercitada não tenha aumentado significativamente a massa (colunas BMC) e densidade óssea (colunas BMD), o ganho de força (Fu) e a resistência à fratura (U) aumentaram muito.
Além disto, a atividade fÃsica na infância promove maior densidade mineral óssea, na fase adulta e auxilia a manutenção desta densidade e no envelhecimento retardando a redução da densidade mineral óssea.
Turner, Exerc Spor Sci Rev, 2003
Fonte: Biomenu