A quantidade e o tipo de alimento que está na dieta não são os únicos fatores que definem se uma pessoa engordará ou não. Segundo um novo estudo apresentado na Reunião Anual da Sociedade para o Estudo do Comportamento Ingestivo (SSiB), a hora do dia em que se come, especialmente alimentos com açúcar, é determinante na soma de quilos extras na balança.

Estudos anteriores já demonstraram que quando os ratos consumiam todas as calorias durante o período inativo, eles ganhavam mais peso do que quando consumiam a mesma quantidade de calorias durante o período ativo.

Mas a equipe, liderada pelos doutores Susanne la Fleur e Andries Kalsbeek no Centro Acadêmico de Medicina da Universidade de Amsterdam, pesquisou de que maneira alguns componentes da dieta, como o açúcar e a gordura, contribuíam para o ganho de peso quando ingeridos em diferentes momentos do dia.

Os pesquisadores dividiram os roedores em três grupos, sendo que um recebeu uma ração normal, outro uma alimentação com gordura saturada e o último uma solução de açúcar. Um grupo de animais consumiu os alimentos no horário que quis, enquanto os outros grupos só foram autorizados a comer durante o período inativo.

Eles descobriram que os ratos que consumiram toda a solução de açúcar no período inativo ganharam mais peso do que os ratos que consumiram a mesma solução durante o período ativo. Eles também ganharam mais peso do que os ratos que consumiram a gordura saturada durante o período inativo.

A pesquisa sugere que os diferentes horários em que o açúcar é consumido tem impacto direto no ganho de peso corporal. “Embora haja muita atenção para o que as pessoas consomem, poucos atentam para o melhor, ou pior, momento para se consumir certos alimentos. “, completa Dr. Oosterman, que participou do estudo.

Quer emagrecer? Então fique sabendo

– O hábito de comer alimentos em determinadas situações, como no cinema ou assistindo televisão, contribui para que a pessoa coma de forma compulsiva. A conclusão foi obtida em um estudo feito pelo pesquisador David Neal, da Universidade do Sul da Califórnia. Voluntários foram recrutados para assistir a um filme no cinema com pipoca, mas alguns receberam pacotes do alimento fresco, enquanto outros pacotes com pipoca velha e fria. Quem já tinha o hábito de consumir a pipoca no cinema não se importou com a qualidade e comeu a mesma quantidade, independente de estar fresca ou passada. Para impedir a alimentação compulsiva, o pesquisador acredita que é preciso mudar o padrão de alimentação e tornar o indíviduo mais crítico com relação ao que come.

– Cortar pela metade o tempo que você passa em frente à TV ajuda a perder peso. Segundo a pesquisa, com 50% a menos de televisão as pessoas fazem mais atividade física e dormem mais horas, o que facilita perder peso.

– Parece contraditório, mas dormir bem pode ajudar a emagrecer. Estudo da Universidade de Chicago constatou que, ao dormir menos, as pessoas acabam comendo até 220 calorias a mais em lanches, principalmente carboidratos, no período da noite.

– Caminhar apenas 30 minutos por dia pode ser o suficiente para evitar o aumento de peso que ocorre com o envelhecimento, segundo estudo da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Acompanhando, por 15 anos, cerca de 5 mil pessoas com idades entre 18 e 30 anos, pesquisadores descobriram que, entre as mulheres mais pesadas, meia hora de caminhada todos os dias reduzia, em até 450 gramas por ano, o ganho de peso que costuma acompanhar o envelhecimento.

– Relaxar pode ser uma forma mais eficaz de perder peso do que fazer dieta, sugeriu um estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia. A pesquisa acompanhou por dois anos o progresso de 225 mulheres com o peso acima da média e obesas que, divididas em três grupos, participaram de programas diferentes que incluíam meditação e visualização positiva; exercício físico e nutrição e folhetos com informações nutricionais. O primeiro grupo foi o que teve mais sucesso na perda de peso – uma média de 2,5 quilos.

– Um aminoácido encontrado na melancia e em nozes pode ajudar no combate à obesidade, segundo pesquisadores da Universidade Texas A&M, nos EUA. Em testes com ratos, eles descobriram que, mesmo em dietas ricas em gordura, a suplementação com arginina poderia reduzir a gordura corporal. E, segundo os autores, isso poderia ser diretamente aplicado no combate à obesidade humana.

– A ingestão de um pouco mais de proteína pode ser eficaz em reduzir a gordura corporal e melhorar o perfil lipídico do sangue (colesterol e triglicérides), segundo estudo da Universidade do Illinois, nos EUA. A proporção que trouxe bons resultados, na pesquisa, foi de 40% do total de calorias, essencialmente carnes magras e laticínios desnatados.

– As calorias ingeridas por meio de bebidas influenciam mais na perda de peso do que aquelas consumidas por alimentos sólidos. A constatação vem de um estudo da Johns Hopkins School of Medicine, que avaliou 810 adultos com idades entre 25 e 79 anos. Os pesquisadores acompanharam os voluntários por 18 meses e monitoraram a redução de consumo de líquidos e alimentos sólidos. Nos primeiros seis meses, observaram que a redução de somente uma porção de bebidas açucaradas (como refrigerantes e sucos industrializados) foi responsável, isoladamente, pela perda de meio quilo no período.

– A falta de vitamina D pode afetar o peso, segundo estudo. Em um artigo publicado em novembro de 2008 no The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, investigadores no Centro de Saúde da Universidade McGill, em Montreal e da Universidade do Sul da Califórnia,EUA, relataram que meninas na fase pós-puberdade que têm baixos índices do nutriente ganharam peso e tiveram crescimento atrofiado.

A vitamina D é ativada pela exposição solar. Vinte minutos por semana de sol sem o uso de protetor solar, em horários seguros, como antes das 10 da manhã ou depois das 4 da tarde, é o suficiente para que a vitamina D seja ativada e faça com que o cálcio fortaleça os ossos.

Alimentos fonte de vitamina D

Leite e seus derivados
Óleo de fígado de bacalhau
Arenque, salmão, sardinha e camarão
Gema de ovo
Queijo cheddar

– Pessoas que bebem um copo de suco com 100% de fruta todos os dias apresentam menos fatores de risco para o desenvolvimento de diversas doenças crônicas, como obesidade, segundo estudo da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos. Os pesquisadores explicaram que, além do benefício geral das frutas para a saúde, essa prática costuma vir associada a outros bons hábitos, como maior nível de atividades físicas e melhor padrão alimentar.

– Comer muito rápido aumenta as chances de se tornar obeso. É o que aponta estudo publicado na revista Journal of the American Dietetic Association. De acordo com os pesquisadores, mulheres entre 40 e 50 anos que comiam rápido tinham maior propensão a se tornarem obesas.

– O que tem contribuído mais para a epidemia de obesidade: a ingestão excessiva de alimentos ou o sedentarismo? A questão vem sendo discutida há tempos, mas, segundo um estudo que acaba de ser divulgado, a culpa é principalmente do primeiro item. A pesquisa foi apresentada na sexta-feira (8), no Congresso Europeu de Obesidade. Segundo o trabalho, feito por um grupo internacional, o aumento na obesidade nos Estados Unidos desde a década de 1970 se deve quase que completamente ao aumento na ingestão de calorias.

– Um motivo novo e mais sutil para se exercitar quando o excesso de peso se transforma em obesidade: a atividade física faz com que o cérebro envie ao corpo ordens para comer menos. “Em geral, acreditava-se que o exercício faz emagrecer porque o corpo gasta mais calorias do que consome. Nós estamos mostrando o outro lado da equação: a atividade física também faz com que a ingestão de calorias diminua”, diz Eduardo Ropelle, pesquisador da Unicamp e do Instituto de Obesidade e Diabetes.

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